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Este blogue foi criado há alguns anos para divulgar a poesia e as artes plásticas dos verdadeiros artistas...Por vezes, coloquei alguns humildes trabalhos meus, mas vou deixar de o fazer, e em defesa da coerência criei um outro blogue, com características pessoais, o qual vos convido desde já a darem uma olhadela em:

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A Substância do Tempo


Ana é a protagonista deste romance romântico. É uma pessoa que estava a exercer uma profissão, em Lisboa, para a qual tinha tirado uma licenciatura, mas que depois de vários anos, veio a verificar, não ser o que pretendia para a sua vida. Resolve tirar um curso de enfermagem e voltar às suas origens. Nos tempos livres escreve ficção e poesia.
Vive quase sempre sozinha após o divórcio, e assim parece sentir-se bem, até ao aparecimento de João com quem acaba por viver. Mas, a separação está sempre latente e a visita de um “primo” e amigo de infância, criado pela sua tia Juliana, Alberto, (mais tarde vem-se a saber que é Miguel o seu verdadeiro nome) deixa-a perturbada. A ansiedade constante leva-a novamente a mudar de rumo, e desta vez dedica-se ao voluntariado através da AMI e parte para África. É aqui que recebe uma novidade, que irá mudar a vida do seu amigo e a sua também: uma carta deixada pelo pai de Alberto, antes de morrer no campo de concentração do Tarrafal, para o qual foi desterrado e após a entrega do seu filho à tia Juliana, quando ele e a mulher estavam em fuga.
É um pequeno romance intercalado com poesia, com capítulos curtos mas onde vão sempre acontecendo situações diferentes, mantendo-nos curiosos em relação ao final. Vocabulário normal, sem necessidade de recorrer ao dicionário. Um final com um desenlace misterioso em relação a Alberto, aliás Miguel. Um tom de critica à sociedade e a alusão política e desumana em que viveram e morreram tantos combatentes pela liberdade, naquele estúpido campo de concentração.
Nota final: visitei há poucos anos o que resta desta prisão e da sua história, mas deu perfeitamente para ter uma visão do inferno em que terão vivido as pessoas que por lá passaram e morreram. Espero que Cabo Verde mantenha e cuide deste património mundial.

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