Informação


Este blogue foi criado há alguns anos para divulgar a poesia e as artes plásticas dos verdadeiros artistas...Por vezes, coloquei alguns humildes trabalhos meus, mas vou deixar de o fazer, e em defesa da coerência criei um outro blogue, com características pessoais, o qual vos convido desde já a darem uma olhadela em:

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A Natureza - Plenitude


Masturbo a morte
escondido nos lençóis
de ferros torcidos
                ocasos de noite
                negra de vampiros
que tento extrair do ventre
                  do sol posto
Gemem os detritos e sucata
                  em que me tornei!
Puta! - Grita a minha alma
Despe-a! Violenta-a
Sim! Para que um dia
                 a luz vença as trevas
Tiro o sexo murcho do arco-íris
                 onde o pendurei e esforço-me
                 Por Deus! esforço-me
Vomito esperma e sangue
                   no sofá dourado
da nossa casa no infinito
                 da dúvida e do sol
                 em ocaso de finados
e venho-me na morte
                   no derradeiro suspiro
                                     de cor.


1 comentário:

  1. Há demasiado desespero para me identificar com o poema, mas entendo. Entendo muito bem. É um excelente poema.

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